Arsenal e Fulham fizeram do próprio passado uma fonte. Literalmente.

Em outubro de 2026, os dois clubes londrinos ganharam destaque por projetos de tipografias próprias. O Arsenal apresentou a Rocastle, uma família de letras góticas que homenageia David Rocastle. O Fulham levou a personalidade de Craven Cottage para a FFC Original.

Os caminhos são diferentes, mas o ponto de partida se encontra: olhar para aquilo que já pertence ao clube e transformar essa memória em uma linguagem capaz de circular hoje.

Aplicações da tipografia Rocastle em materiais e objetos do Arsenal
Aplicações da Rocastle. Foto: Josh Upton / Arsenal Football Club. Via Fast Company.

No Arsenal, a história ganhou novas letras

A Rocastle foi desenvolvida por David Rudnick, fundador do estúdio terrain, com Léa Bruneau. O projeto levou quatro anos e nasceu de uma pesquisa no acervo visual do Arsenal, incluindo escudos góticos, ingressos e programas de jogo.

O nome é uma homenagem a David Rocastle, o Rocky, um dos jogadores mais queridos da história do clube. A referência ajuda a dar sentido ao projeto: a tipografia carrega uma ligação com uma pessoa que faz parte da memória da torcida.

Cartaz vermelho com fotografia de David Rocastle e lettering da tipografia que o homenageia
Cartaz dedicado a David Rocastle. Design: terrain.studio / David Rudnick com Léa Bruneau. Via Fast Company.

O desenho parte da tradição blackletter, reconhecível pelas formas angulosas e pelo caráter ornamental. A família reúne três pesos e procura conciliar essa presença histórica com usos contemporâneos.

É uma letra que chama atenção e, ao mesmo tempo, procura ser reconhecida como Arsenal.

Exemplos da Rocastle com letras góticas brancas sobre fundo vermelho
Estilos da Rocastle. Design: terrain.studio / David Rudnick com Léa Bruneau. Via Fast Company.

Cada fonte tem uma função

A Rocastle integra um sistema que já contava com Northbank e Chapman. A primeira está ligada à energia do time. A segunda, à comunicação com a comunidade. A nova família ocupa o espaço da cultura, aproximando o clube de moda, arte e música.

Essa divisão explica por que uma identidade visual pode trabalhar com diferentes vozes sem perder unidade. Uma chamada de gol pede intensidade. Um programa de jogo precisa de leitura. Uma colaboração criativa pode explorar outra personalidade.

A exposição Arsenal by Design, realizada no Design Museum, reuniu escudos, tipografia e materiais de arquivo para mostrar a evolução visual do clube. O passado apareceu como parte de uma história que continua sendo escrita.

Programa antigo do Arsenal e materiais gráficos históricos em vermelho e branco
Memória gráfica do Arsenal. Foto: Josh Upton / Arsenal Football Club. Via Fast Company.

No Fulham, a resposta estava em Craven Cottage

O Fulham encontrou a origem de sua nova tipografia nas letras pintadas à mão em seu estádio. A agência Music partiu desse elemento para desenvolver a identidade e trabalhou com a F37 na criação da FFC Original.

O desafio era transformar o lettering do muro em uma família utilizável em diferentes formatos, preservando a personalidade da pintura original.

Painel com aplicações da identidade do Fulham em fotografias de futebol e de Craven Cottage
Identidade do Fulham. Crédito: Fulham FC / Music. Via Creative Boom.

As proporções marcantes e o ritmo irregular foram mantidos, mas receberam ajustes de peso e espaçamento. A FFC Original ganhou versões condensadas, regulares e largas, oferecendo alternativas para diferentes aplicações.

Um detalhe do estádio passou a acompanhar o clube para além dele.

Torcedor segura um cachecol com a palavra Fulham nas arquibancadas de Craven Cottage
A identidade nas arquibancadas. Crédito: Fulham FC / Music. Via Creative Boom.
Pintura em parede com a assinatura London's Original Football Club e o ano 1879
Campanha externa do Fulham. Crédito: Fulham FC / Music. Via Creative Boom.

Da parede para a comunicação inteira

A identidade aparece em campanhas, conteúdos sociais, filmes e materiais de jogo. Os exemplos também mostram a tipografia em cachecóis e publicidade externa, sempre conectada ao universo visual do Fulham.

Essa variedade importa. O torcedor encontra o clube no estádio, mas também no celular, na rua e nos produtos que usa. Uma linguagem consistente pode ajudar essas experiências a parecerem parte da mesma história.

Família FFC Original com versões condensadas, regulares e largas em diferentes pesos
Família FFC Original. Crédito: Fulham FC / Music / F37. Via Creative Boom.
Painel publicitário Originals com jogador, roupas e identidade visual do Fulham
Aplicação em publicidade externa. Crédito: Fulham FC / Music. Via Creative Boom.

O que os dois projetos têm em comum

No Arsenal, o arquivo gráfico e a homenagem a Rocastle orientam uma expressão cultural. No Fulham, o ponto de partida é um elemento físico de Craven Cottage. Cada projeto transforma uma referência própria em ferramenta de comunicação.

Na leitura do Novo Escudo FC, o mais interessante está nessa escolha. Há muito material para construir identidade nas coisas que a torcida já conhece: uma placa, um ingresso, um programa antigo, uma pintura no estádio.

A tipografia pode dar nova circulação a essas referências. Pode ajudar a reconhecer um clube antes mesmo de procurar o escudo.

Essa relação entre futebol, identidade e cultura também aparece na nossa matéria sobre a presença da Jordan no futebol.

E para você?

Qual dos dois projetos traduziu melhor a própria história: a Rocastle do Arsenal ou a FFC Original do Fulham?

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Fontes e créditos

Informações conferidas em Fast Company: projeto Rocastle e sistema tipográfico do Arsenal; It’s Nice That: entrevista com David Rudnick e Johnnie Campbell; Design Museum: Arsenal by Design; F37: desenvolvimento da FFC Original; Music: Written into the Cottage; e Creative Boom: identidade do Fulham.

Imagens: Josh Upton / Arsenal Football Club; terrain.studio / David Rudnick com Léa Bruneau; Fulham FC / Music / F37, conforme os créditos de cada imagem. Seleção original do carrossel do Novo Escudo FC.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas. As interpretações editoriais estão identificadas no artigo.


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